sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

A sala de espera da terapia

Por Keila Nogueira

Acredito que todos já frequentaram um sala de espera, para mães e pais de filhos autista uma sala de espera de terapia é quase uma parte da sua casa, pois toda semana passa alguma horas aguardando seu filho na sessão de terapia.
Na verdade, acredito que muitas vezes mães e pais não deveriam estar na sala de espera da terapia, mas deveriam também estar em terapia.
No inicio quando comecei a frequentar a sala de espera da terapia, confesso que sentia que iria acontecer um milagre e logo meu filho não faria mais terapia, todo dia que terminava eu virava para o psicóloga e perguntava e ai como foi hoje? Mas percebi que está pergunta não é somente minha, mas de tantos pais que ficam aguardando seus filhos.
Na sala de espera da terapia, você conhece a história de várias famílias e acaba percebendo que seu problema não é o maior problema do mundo, mas que existe pessoas que tem o mesmo ou até pior, alguns pais preferem ficar lendo um livro, ou no celular trabalhando ou conversando com alguém. Coitado dos amigos e dos grupos de whatsApp, pois neste momento com certeza os pais que estão na sala de espera vão enviar mensagens e com certeza falaram: "Estou na sala de espera da terapia esperando meu filho..." 
Meu filho João Augusto que tem 3 anos faz terapia desde 1 ano e meio de idade e atualmente está fazendo terapia todas as manhãs, frequento várias salas de espera de terapia e nada muda, muda os personagens, a história de vida, mas o objetivo final é sempre o mesmo: viver um dia após o outro e se alegrar por cada conquista do filho.
Msc.Keila Nogueira

quinta-feira, 1 de março de 2018

Encontro que marcou minha vida - Encontro e Desencontro

Por Keila Nogueira

No decorrer da nossa vida, muitos encontros e desencontros acontecem. Alguns encontros são desejados e sonhados já outros se dão de forma inesperadas, mudando nossa vida e nossa história, a qual também é influenciada diretamente pelos desencontros pregados pela vida.
Cada um, ao seu tempo e ao seu modo, vivenciam seus encontros e desencontros, de uma maneira singular. Para mim, entre meus grandes encontros estão:
O encontro com meu grande amor, que fez meu coração disparar, e trouxe sentimentos que as palavras não conseguem descrever. O encontro com a profissão desejada e a realização no emprego tão almejado. E o que falar do meu encontro com meus filhos. Receber a notícia que dentro de você tem outro coraçãozinho batendo, é uma das maiores emoções que já senti na minha vida.
Mas como nem tudo na vida são flores, desencontros também acontecem. Hoje, fico a questionar-me se esses desencontros são desencontros, ou se são um encontro, um encontro com a gente mesmo???
Como professora e pesquisadora sempre gostei de novos desafios. No final de 2016, ao retornar da licença maternidade fui convidada, por um grupo de alunos, a orientar um trabalho acadêmico de uma ferramenta tecnológica, onde o público alvo seria para alunos com TEA (Transtorno de Espectro Autista), com o objetivo de alcançar uma comunicação e aprendizagem interativa.
Tecnologia e Educação duas áreas que sou apaixonada, mas TEA era uma sigla totalmente desconhecida para mim, nem sabia o que significava. Mal sabia eu, que ali se dava um grande encontro que marcaria para todo o sempre a minha vida, não somente pelo trabalho desenvolvido o qual gerou a publicação num evento renomado, realização de qualquer pesquisador, mas principalmente por ter despertado a minha atenção, por uma particularidade vivenciada no meu dia-a-dia.
Alguns meses se passaram e meu pequeno João Augusto foi diagnosticado como “Autista”. Num primeiro instante, foi um choque, um grande desencontro com tudo que havia sonhado e planejado. Aceitar um diagnóstico de um filho não é fácil para nenhuma mãe, é uma sensação de dor, de perda, do desmoronamento de projetos e idealizações.
Fiquei muito tempo lutando para aceitar este “desencontro”, que hoje acredito ter sido um encontro, que está mudando minha vida e minha forma de ver o mundo. Sempre falo que João Augusto veio me ensinar o verdadeiro significado do que é o AMOR.
Quero expressar neste blog o meu olhar como esposa, mãe de dois filhos, um com TEA e outro não, e também como professora. Que as vivências compartilhadas aqui sirvam para encontros que façam a vida se tornar mais leve e fácil de ser vivida.
Msc.Keila Nogueira

sábado, 24 de fevereiro de 2018

“Quando vejo uma criança, ela inspira-me dois sentimentos: ternura, pelo que é, e respeito pelo que pode vir a ser”. (Louis Pasteur)

Por Juliana Martins
Pesquisando a respeito do Desenvolvimento Humano, deparei-me com esta frase escrita por Louis Pasteur, e fiquei a refletir, o quão bem ela exprime, aquilo que faz sentido no meu dia-a-dia, como psicóloga infantil e mãe de um bebe de 1 ano e 5 meses.
Sabe-se que desde a concepção até a morte estamos em constante desenvolvimento. Aprendemos, ensinamos e nos desenvolvemos em nossas relações, lógico que cada um no seu tempo, ao seu modo, levando-se em conta as características individuais e relacionais.
A infância, desde muito tempo, tem sido a temática que faz meus olhos brilharem, meu coração vibrar e minha curiosidade florescer. Sou encantada com a vida que pulsa nas crianças e com o potencial que elas têm para aprender, independentemente de suas particularidades e entraves.
Trabalhar com a Estimulação do Desenvolvimento, tem sido um apaixonante desafio em minha vida profissional e pessoal. E, é tomada por essa energia que quero compartilhar, AQUI NESSE ESPAÇO, alguns estudos que tratam do desenvolvimento infantil associando-os, a minha prática clínica e/ou vivências pessoais, valendo-me de relatos de caso e/ou vídeos autorizados.
Essa ideia, de termos um espaço no Blog, destinado a estudos do desenvolvimento infantil associados a exemplos reais, surgiu em meio a conversas entre eu e a Keila, e juntas decidimos dar um “cara” teórica vivencial, visando trazer informações de uma forma mais prática aos que, por aqui caminharem.
Sintam-se a vontade, para dar sugestões, comentar e fazer perguntas, que vocês julguem importante em relação ao desenvolvimento infantil.

Juliana Martins Santos
Psicológa Clínica/Neuropsicopedagoga

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Encontros que marcaram minha vida

Por Juliana Martins
Utilizando-me deste espaço que é aberto a trocas de experiências e vivências que temos com as crianças/adolescentes/adultos com atraso no desenvolvimento e seus familiares e cuidadores. Vou compartilhar com vocês, um pouco da minha história e dos caminhos que percorri.
Em 1998 ingressei no curso de Psicologia, tomada por sonhos e idealizações que caminhavam em direção à atuação clínica. Desde então, sabia que queria auxiliar as pessoas a entender e a transpor as questões que as afligiam e as impediam de seguir em frente, de uma forma mais saudável e feliz.
No transcorrer do curso, fui me identificando e me apaixonando cada vez mais pela clínica. Ficava a me imaginar, dentro de um consultório atendendo “meus clientes”, em sessões individuais, seguindo a orientação e os princípios psicanalíticos. Chegou então, o tão esperado momento dos estágios. Inscrevi-me nas áreas por onde circulavam meu desejo e, foi então que ganhei um grande presente, ao ser selecionada para estagiar junto com crianças/adolescentes com atraso no desenvolvimento e, seus respectivos pais.
Foi amor ao primeiro encontro, foi identificação total. Ali, iniciou-se um apaixonante desafio, que mudou minha vida, meus saberes e minhas idealizações. Em diversos momentos não sabia o que fazer, por onde caminhar e como intervir, tinha dúvidas em relação ao COMO FAZER, mas tinha plena CERTEZA que era com aqueles “pequenos” que queria estar. Certeza esta, que direcionou os caminhos que percorri para chegar até aqui.
Após finalizar a graduação, passei em um Concurso Público e fui trabalhar na Área da Saúde Mental. Ali atendi uma clientela extremamente diversificada, a qual sou eternamente grata, por terem confiado a mim os seus mais íntimos segredos, angústias, sonhos e projetos e, por me permitirem, a cada encontro e a cada processo terapêutico, amadurecer profissionalmente e pessoalmente.
Sedenta por conhecimento, recém-formada e lidando com “pacientes” em grave sofrimento psíquico, matriculei-me na Pós-Graduação em Clínica Psicanalítica. Tive excelentes professores durante a pós, e entre eles estava o meu primeiro grande mestre, o Dr. João Luiz Leitão Paravidini – Pós Doc em Autismo – com quem muito aprendi e apreendi. A ele, devo muito de quem sou hoje, pois além dos conhecimentos adquiridos e do raciocínio clínico construído, me encontrei nos atendimentos conjuntos criança/terapeuta/cuidador.
Em 2010, movida por questões pessoais, resolvi voltar para Uberlândia. Marisa Elias - grande mestre e amiga, com quem dividi meu primeiro consultório -  ao saber da minha decisão, contou-me que estava aberto o processo seletivo para os Caps de Uberlândia. Feliz da vida, candidatei-me para estar junto ao público que fez os meus olhos brilharem durante os estágios da faculdade. Novamente Deus me presenteou e fui selecionada, retomando a minha prática clínica, junto ao “meus pequenos”, seus familiares e a equipe -família  do Caps infantil. Ali, durante 7 anos vivenciei inúmeras experiências. Tive momentos de alegria, de tristeza, de dúvidas, de empatia e também de “antipátia”.
No dia-a-dia com a equipe, com as crianças/adolescentes/familiares, novamente tive a CERTEZA ABSOLUTA que desejava trabalhar com os pequenos com atraso no desenvolvimento, mas as DÚVIDAS, do como fazer e do como trabalhar foram ficando cada vez mais intensa. A técnica e a teoria psicanalítica já não me eram suficientes, sentia que faltava algo. Algo que desse sentido e nome ao que acreditava ser importante no manejo clínico, junto aos que apresentavam um atraso no desenvolvimento.
Novamente, questionamentos e dúvidas tomaram conta de mim e minha energia estava sedenta por novos conhecimentos, novas aprendizagens e respostas. E, como não poderia de ser, em resposta a essa energia, DEUS colocou em meu caminho a Colônia de Férias Terapêutica para crianças Autistas e logo em seguida a ida ao Congresso Internacional do DIR/FLOORTIME.
Nossa, que congresso foi esse!!! Ali, durante o evento fui tomada por uma certeza absoluta de que era aquilo que eu queria fazer, e encontrei respostas aos meus questionamentos profissionais, do COMO FAZER. Ali, também, recebi o convite da Liana (Lili) para fazer parte da equipe da Clínica, ao qual aceitei na hora e já comecei a imaginar como seria a minha sala. Ao voltar a Uberlândia, acertei os detalhes com a Liana e com a Samara e, iniciei meus atendimentos e supervisões.
Durante esses três últimos anos, fui construindo uma nova forma de fazer a Clínica, unindo o que já conhecia (teoria e prática) e que, continuou fazendo sentido para em minha prática, as novas vivências e novos conhecimentos adquiridos entre eles: o curso da Inspirados pelo Autismo, O curso de Extensão EAD no modelo DIR/Floortime e a pós-graduação em Neuropsicopedagia.
Hoje trabalho com a estimulação do desenvolvimento infantil. Atendo crianças em conjunto com seus pais, pois vejo muito sentido nesse tipo de atendimento que, proporciona trocas de experiências, vivências e formas assertivas de estimulação daquela criança em específico. Juntos vamos descobrindo o que engaja a criança, o que aumenta os seus círculos de comunicação, o que causa o brilho em seus olhos e o desejo de estar ali, interagindo com o outro e com o mundo, potencializando assim, as trocas relacionais e novas formas de comunicação/interação.
Sei que muito ainda tenho que aprender e por isso, não me canso de trocar experiências e especializar. Para o ano de 2018, lancei-me novos desafios. A nível acadêmico iniciarei um curso de formação em Neurodesenvolvimento Infantil – Principais alterações e Métodos de Avaliação, e dois cursos fornecidos pela Clínica Ludens. A nível de enriquecimento prático e trocas de experiências, aceitei o convite da minha querida parceira-amiga Keila na construção deste blog e atuarei mais assiduamente junto a AFAU, como também, continuarei a ter minha supervisões e trocas de experiências com a equipe do Espaço da Criança.
Desde já agradeço a cada um que passou pelo meu caminho e que confio e apostou em mim. Vamos lá né, rumo a troca de experiências e conhecimentos.
Beijos no Coração
Juliana Martins Santos
Psicológa Clínica/Neuropsicopedagoga

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Quem Somos

Juliana Martins Santos
Psicóloga Clínica e Neuropsicopedagoga
Email: julianamartinssantos@gmail.com

Psicóloga Clínica apaixonada pelo desenvolvimento infantil. Realizo atendimento especializado a crianças com atraso no desenvolvimento, geralmente em conjunto com seus pais/cuidadores, visando à acolhida, capacitação e empoderamento dos mesmos, frente às questões apresentadas pela criança. Atuo também, realizando: avaliação do desenvolvimento infantil; avaliação e intervenção neuropsicopedagógica; assessoria educacional e cursos e palestras voltadas para a temática do desenvolvimento.

Formação Acadêmica
  • Graduada em Psicologia - UFU
  • Pós-Graduada em Clínica Psicanalítica - UFU
  • Pós-Graduada em Neuropsicopedagogia Clínica e Educação Especial Inclusiva - CENSUPEG
Cursos de Atualização Profissional
  • Cursos Inspirados pelo Autismo.
    • Módulo I: Autismo, Interação Prazerosa e Aprendizagem;
    • Módulo II: Coordenando um Programa de Desenvolvimento;
    • Módulo III: Metas e Atividades Interativas para o Desenvolvimento de Habilidades;
  • Congresso Internacional DIR-Floortime, com a presença da Fundadora do modelo
  • Curso de Extensão EAD no modelo Floortime - Faculdade Redentor
  • Curso de Extensão em Neurodesenvolvimento Infantil - Principais Alterações - Métodos de Avaliação - Instituto Neurológico de São Paulo (Em formação).


Keila de Fátima Chagas Nogueira
Professora Mestre
Email: keilanogueira@iftm.edu.br

Professora titular do Instituto Federal do Triângulo Mineiro - Campus Uberlândia Centro, ministro aulas para o curso licenciatura em computação, técnico de computação gráfica integrado ao ensino médio e pós-graduação lato sensu em tecnologia, linguagens e mídias em educação. Tenho experiência na área de informática aplicada na educação, atuando principalmente em desenvolvimento de objetos de aprendizagem utilizando Realidade Virtual e Aumentada com ênfase para educação. 

Formação Acadêmica
  • Graduada em Ciência da Computação
  • Mestrado em Ciências em Engenharia Elétrica com ênfase em Computação Gráfica
Curso de Atualização Profissional
  • Curso de Aperfeiçoamento em Didática Aplicada à Educação Profissional e Tecnológica


Formas Geométricas

Por Keila Nogueira
A utilização de ferramentas digitais e tecnologias assistivas na educação inclusiva proporciona ao educando o desenvolvimento de habilidades como a tomada de decisões, a comunicação, a memorização e concentração, desenvolvimento motor e cognitivo; e a percepção visual e sonora. O ambiente lúdico e facilitador atrai a atenção dos alunos e proporciona um processo de ensino-aprendizagem adequado a sua realidade.
Segundo Patrício (2013), a utilização de recursos educativos tecnológicos em indivíduos com autismo ajuda a minimizar e superar essas dificuldades, tornando-os competentes e funcionais, levando os mesmos à inclusão no meio social e escolar.
O primeiro trabalho que irei apresentar foi realizado pelos meus alunos (Liliana Laura, Kellen Gonçalves e Breno Araújo) da pós-graduação Tecnologias, Linguagem e Mídias em Educação sobre minha orientação.
Formas Geométricas, foi desenvolvido utilizando como ferramenta tecnológica o programa EdiLim, o público alvo seria para alunos com TEA, com o objetivo de alcançar uma comunicação e aprendizagem interativa.

Para obter maiores informações sobre esta ferramenta desenvolvida foi criado um blog: http://edilimpedagogico.blogspot.com.br/.
Os desenvolvedores desta ferramenta tiveram um artigo publicado no Workshops do VI Congresso Brasileiro de Informática na Educação (CBIE 2017).

Espero que gostem da ferramenta e possam aplicar!
Profª.MSc. Keila Nogueira

Referência: PATRÍCIO, M.C.P.S. A importância das tecnologias da informação e da comunicação em crianças com autismo no pré-escolar. Lisboa: Escola Superior de Educação Almeida Garrett, 2013.

A sala de espera da terapia

Por Keila Nogueira Acredito que todos já frequentaram um sala de espera, para mães e pais de filhos autista uma sala de espera de ...