Por Keila Nogueira
No
decorrer da nossa vida, muitos encontros e desencontros acontecem. Alguns
encontros são desejados e sonhados já outros se dão de forma inesperadas,
mudando nossa vida e nossa história, a qual também é influenciada diretamente
pelos desencontros pregados pela vida.
Cada
um, ao seu tempo e ao seu modo, vivenciam seus encontros e desencontros, de uma
maneira singular. Para mim, entre meus grandes encontros estão:
O
encontro com meu grande amor, que fez meu coração disparar, e trouxe
sentimentos que as palavras não conseguem descrever. O encontro com a profissão
desejada e a realização no emprego tão almejado. E o que falar do meu encontro
com meus filhos. Receber a notícia que dentro de você tem outro coraçãozinho
batendo, é uma das maiores emoções que já senti na minha vida.
Mas
como nem tudo na vida são flores, desencontros também acontecem. Hoje, fico a
questionar-me se esses desencontros são desencontros, ou se são um encontro, um
encontro com a gente mesmo???
Como
professora e pesquisadora sempre gostei de novos desafios. No final de 2016, ao
retornar da licença maternidade fui convidada, por um grupo de alunos, a
orientar um trabalho acadêmico de uma ferramenta tecnológica, onde o público
alvo seria para alunos com TEA (Transtorno de Espectro Autista), com o objetivo
de alcançar uma comunicação e aprendizagem interativa.
Tecnologia
e Educação duas áreas que sou apaixonada, mas TEA era uma sigla totalmente
desconhecida para mim, nem sabia o que significava. Mal sabia eu, que ali se
dava um grande encontro que marcaria para todo o sempre a minha vida, não
somente pelo trabalho desenvolvido o qual gerou a publicação num evento
renomado, realização de qualquer pesquisador, mas principalmente por ter
despertado a minha atenção, por uma particularidade vivenciada no meu
dia-a-dia.
Alguns
meses se passaram e meu pequeno João Augusto foi diagnosticado como “Autista”.
Num primeiro instante, foi um choque, um grande desencontro com tudo que havia
sonhado e planejado. Aceitar um diagnóstico de um filho não é fácil para
nenhuma mãe, é uma sensação de dor, de perda, do desmoronamento de projetos e
idealizações.
Fiquei
muito tempo lutando para aceitar este “desencontro”, que hoje acredito ter sido
um encontro, que está mudando minha vida e minha forma de ver o mundo. Sempre
falo que João Augusto veio me ensinar o verdadeiro significado do que é o AMOR.
Quero
expressar neste blog o meu olhar como esposa, mãe de dois filhos, um com TEA e
outro não, e também como professora. Que as vivências compartilhadas aqui
sirvam para encontros que façam a vida se tornar mais leve e fácil de ser
vivida.
Msc.Keila Nogueira

Teste
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